segunda-feira, 9 de julho de 2012

Gente interface nova. é, faz tempo que não escrevo aqui. vc sabe, muita coisa acontece, pouco tempo pra escrever, ou seria a necessidade em contar sendo substituída por algo novo? até revisor eu tô usando. calma que eu explico. Sábado fui assistir ao the Amazing spider man , stan lee rocks... nada de mais, quando entram na sala de projeção, um senhor com seus bons 70 anos acompanhado de um indivíduo com seus bons 17 anos, nada demais, passaria despercebido por olhares mais atentos a tela que ao mundo, desculpa, mas eu não sou assim. sentaram na minha frente, a sessão nada de começar, eles falavam inglês, notei pela fluencia do ancião e pelo comprometimento do jovem em se fazer entender, engraçado mas num mesmo momento, consegui me transpor a uma situação que já havia vivido e sentia dentro de mim que precisava fazer algo... Condições de exploração humana, num momento em que buscamos "nossa verdade", um espaço para chamarmos de nosso, ou mesmo naquele processo de construção do ser, ( dos 14 aos 19 anos) o indivíduo tem por experiencia situações que colocam a criação anterior ( da primeira e segunda infancia em debate, e por meio de algumas atitudes confronta a criação dos pais ou família. sim eles se pareciam fisicamente, podiam mesmo ser pai e filho, mas não foi oque eu sentí, não foi oque eu ví... e por mais que eu possa parecer um recalcado, a situação me incomodou e talvez se hoje no lugar do menino, teria pedido ajuda. è estranho me sentir assim tanto tempo depois, mas acho que as coisas acontecem num tempo certo que não o nosso. Mesmo incomodado, não tomei sequer uma atitude, cego pela frieza, anestesiado pela impunidade segui meu caminho rumo ao Sumas para as compra semanal de suprimento. feito a feira, voltando pra csa uma coisa não saia da minha cabeça. IMPUNIDADE, VULNERABILIDADE, SITUAÇÔES DE RISCO. precisava de drogas, ou algo que alterasse meu estado, acabei bebendo algo, sem maior importância.... nauqela mesma manhã, havia deletado ( haviam me deletado ) por conta de um comentário infeliz, que facilmente seria apagado. relevei, afinal é certo de uma pessoa madura ( RISOS) ter essa postura. no caminho de volta, caminhei pensando na vida, e em como eu estava feliz com esse momento novo que vivo. Não tenho mais 14, nem 19, nem 21 anos, tem coisas que não ficam bem , " não tõ nem no peso nem na idade disso" diria sorrindo cocho. Vini Jump me estressa novamente, com aquele mesmo papo, "sou hetero" - eu nunca duvidei, mas esclareço que existem situações e situações. Acompanhado do jovem Atlas ( nome grego físico idem)
o jovem com antebraço maior que o braço, estamos falando de músculos e baixo índice de gordura. Eu evito ver/ olhar/ tocar e comentar, mas sábado tava demais. Vinijump, pra mim é amante, ou no mínimo ciumento, a cada investida do rapaz, sim eu fico na defensiva, o Vini crescia , sentia o sangue no olho cada vez que o Atlas pedia para que apalpássemos seus músculos e conferíssemos a veracidade do tônus de seu corpo, eu esquivei, explicando que essas situações colocavam em dúvida minha criação católica, mas a situação daquela manhã, acrescida da situação daquela noite, me confundiam. Precisava beber, queria fumar, eles não fumam, sou educado e controlado, aguentei. e quando me recusei a beber um gole de adega da serra, riram, contudo foram comigo buscar mais bebidas, vinho seco, mais gorgonzola e amendoins, pra mim é a tríade do sábado perfeito, mas 2l de vinho podem não fazer bem a sua vida social num momento de breve presságio de bons acontecimentos. bebí, bebí, encontrei alguns amigos, e eles atras de um casal de lésbicas ( é, eu tmb não entendi, mas não prolonguei) Por fim, me dei conta que sim, eles tem a vida sexualmente ativa, isso me assusta. Ouvir o atlas dizendo que queria chupar uma buceta parecia estranho, mas ao mesmo tempo parecia que eu entendia oque ele falava, não sei, esse jovem provoca em mim algo de diferente, algo que me colocou fora de uma zona de conforto sexual que faz algum tempo, não me forçava a sair.
foram bons momentos. momentos alegres, contudo passou. e essa postura de acreditar que tudo passa, tudo acontece e nada podemos fazer para mudar nos calcifica de uma atitude frente aos acontecimentos. "hoje é horrível, amanha tem dois pior" Gostaria muito de não acreditar mais nisso. gostaria muito de ter uma atitude capaz de mudar todo esse lamaçal que chamamos de "social acting". minha melhor resposta até o momento é ser feliz. mas algumas situações me colocam em dúvida. será que isso vai me pra sempre me perseguir?

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